sábado, 13 de dezembro de 2025

Tantos anos, muitas histórias a contar (texto)


Recentemente, comecei a pequena comemoração dos 20 anos que eu escrevo as minhas histórias!
Algo bem singelo porque já estava mais de um ano atrasada - porque a data mesmo foi em 2024; só que eu não podia deixar passar em branco.
E confesso que tudo isso acaba me abrindo uma grande reflexão acerca de muitas coisas com o meu eu escritora.
Já faz tanto tempo que estou escrevendo que não consigo me ver sem fazer isso, por isso que eu sofri muito no ano em que fiquei sem escrever uma linha dos meus livros - por razões que já chega a ser cansativo de falar.
Das tantas vezes que, nessa longa trajetória, pensei em desistir, porque eu sei o quanto é difícil ser escritora nesse país. É nadar contra uma corrente que puxa para trás; as outras pessoas te puxam para trás, não incentivam ou até menosprezam. Já perdi a conta de quantas vezes já fui vista como infantil ou burra por querer continuar com isso, que não ia dar em nada.
Por sorte ou até por ser "maluca" o suficiente, continuei e olha só que coisa engraçada: Cheguei a muitos lugares! Não todos os que eu ainda quero, contudo já percorri parte deste caminho!
A escrita ainda não é o que me sustenta financeiramente, mas que sustenta a minha alma.
Costumo brincar em alguns contos que escrevi que é como se eu fosse a deusa dos meus personagens e isso acaba por ser um pouco verdade (e narcisista na visão de alguns).
Quando eu escrevo, seja aqui no blog ou minhas histórias, sinto que é onde é onde me voz acaba por se expressar de forma plena.
Eu sempre tenho algo a escrever e não são só histórias... Principalmente elas, mas não exclusivamente!
Em diversos momentos, já até pensei que algum dia ia acabar, fosse minha inspiração ou até a quantidade de pensamentos que saem como palavras quando escrevo.
Porém, uma coisa que o tempo sempre me mostrou é de que isso é ilimitado! Nunca vai ter fim!
Sempre vai ter algo novo, uma história nova com novos personagens e para eu ficar surtada e ser a primeira fã... Como eu sou todas as vezes!
A Anelise escritora pode até ficar adormecida em alguns momentos, só que ela nunca vai embora!
Acho que eu transpareci e muito esta ideia no meu conto especial de 20 anos: Essência Adormecida.
Onde eu digo que a essência de uma personagens - que é o meu eu criança, confesso - é de que ela sempre tem histórias a contar e é isso que a faz brilhar! E na história, assim como aconteceu comigo, esta personagem perde sua luz e precisa reencontrá-la!
E acho que vou fechar esse pequeno texto com um trecho do conto, que resume muito bem tudo o que eu falei aqui! 
"O resto do evento correu tranquilo e logo a Adulta me acompanhou de volta ao Palácio dos Sonhos.
Assim que entramos, uma luz forte vinha do cômodo das histórias. Eu sabia exatamente o que era aquilo!
Corri para lá, sendo seguida pela mais velha, que não entendia nada do que ocorria.
Parei diante do novo quadro que surgiu na parede e sorri, pois as cenas que acabara de contar diante da fogueira estavam estampadas ali, passando como um filme na televisão. Minha amiga fez uma pergunta:
- O que é isso, Estrelinha?
- Uma história nova acabou de nascer!" 
Peço perdão pelo devaneio, como é de praxe! 
Até a pŕoxima!



 
  

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