Resenha #35: Cidade dos Deuses

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Mais uma resenha aqui no blog. Desta vez de um tipo de livro diferente. Não costumo ler muitos livros espíritas porque realmente o gênero não me agrada muito. Arrisquei ler um uma vez, mas achei a temática espírita da coisa muito forçada e empurrada quase no final. Foi o Quando o Coração Escolhe.
Mas, acompanhando meu pai na livraria espírita, acabamos indo a uma sala com vários livros que estavam a vendo pro valores bem baixos, tinha por 10, por 5, até por 3 reais. E foi por este valor que comprei o livro que resenharei aqui: Cidade dos Deuses, de Evanice Maria Pereira.
Bora lá!

Sinopse: Chandra, o príncipe de Naripura, recusa-se a adorar uma deusa de pedra. Alheio ao jogo de interesses que cerca o trono, ele entrega-se a um amor impossível. Kadine, a eleita do seu coração, não é filha da nobreza. Guiado por um amigo invisível, o príncipe mergulha nos mistérios do Além. No horizonte, nuvens negras rondam a Cidade dos Deuses em prenúncio de uma tragédia...

Cidade dos Deuses conta a história de Chandra, príncipe herdeiro do trono de Naripura, que cultua a deusa Nari. Acredito que seja uma país fictício do oriente médio, num tempo muito remoto.
Desde criança, Chandra fora acompanhado por um ser a quem ele chamava de Amigo, que nada mais é do que seu Protetor.
Porém, por ele ver este amigo muita gente acreditava que havia algo errado com o garoto. O maior exemplo disso era o sacerdote, que sempre tentava sempre manipular muitas coisas a seu favor.
O livro começa com o nascimento de Nanda, irmão de Chandra, que segundo uma profecia é o filho de Nari entre eles. Acaba que o menino é criado dentro de templos e sai muito pouco.
Os pais dos dois são muito amorosos e os melhores reis que um reino poderia ter. Eles vão crescendo e amadurecendo. Chandra, apesar de herdeiro, se torna um rapaz um pouco disperso e aventureiro. Tudo isso é mal visto pelo sacerdócio, junto com o fato de que o garoto não acredita tanto assim em Nari.
Porém, não é só ele que é assim. O Rei, Viasa, também deixou de acreditar em Nari. Passou a acreditar em um outro deus, que atendeu a seu chamado num momento de desespero, quando Chandra adoeceu e ficou muito mal.
Enquanto isso o irmão Nanda é apenas um apático que não aguenta mais ficar no templo. Ele percebe que aquilo não é sua vocação.
Após uma viagem ao reino vizinho, Chandra vê seu reino ser tomado justamente por um primo distante e sua família, mesmo incompleta precisa fugir para não ser morta e eles vão até a Pérsia.
E assim começa a jornada de Chandra em busca de sua missão: Recuperar seu reino, mas sem uso da força.
O livro é bem dividido em três partes: Prenúncios, onde Chandra é criança e vai até a juventude; Revelação, se passa nos anos que a família fica afastada na Pérsia; Iluminação, Chandra cumprindo sua missão.
Encaro este livro como de fantasia, com alguns elementos espirituais. E é tudo tão natural. O Amigo de Chandra e também os parentes que se revelam a ele mais a frente.
O livro contém toda uma trajetória de amadurecimento e cumprimento de missão. Repleto de personagens complexos e humanos, com todos os seus passados interferindo nos seus presentes.
Cidade dos Deuses é o caminho de descobrimento e iluminação de Chandra, que descobre uma enorme força num ser, num deus, que não há imagem, apenas o sentimento de que ele está com você.
Só uma coisa que não gostei tanto do final, ele não ficou com o amor da vida dele. Fiquei meio chateada com isso! Mas, a razão é tão nobre que a gente até releva.
Apesar de ser um livro espírita, não é psicografia, é um livro original da autora.
Acho que ele pode ser lido por qualquer pessoa. Ele carrega muitas lições importantes!

Espero que tenham gostado desta resenha curtinha. Nem acho que consegui falar direito do livro. Tem tanta coisa nele que eu seu falo mais vira spoiler e perde e muito o encanto que ele tem.
Beijos!

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