Kyon #36: Entrevista sobre A Filha do Conselho

sábado, 21 de abril de 2018
Olá, pessoal, como vão?
Estou de volta trazendo mais um dos post antigos do Blog do Kyon, seguindo a linha das entrevistas.
Dessa vez, pela ordem é A Filha do Conselho.
A postagem foi feito originalmente em Setembro de 2012, em virtude de ser próximo do aniversário do livro.
Confiram!

Entrevista com Anelise - Sobre A Filha do Conselho

1- O que te inspirou a criar "A filha do conselho"?
Eu sei que muito cômico, mas foi apenas uma expressão: Madevile, o reino medieval. Quem não se lembra da primeira edição da Turma da Mônica Jovem? Foi por causa daquele próximo capítulo.
Mas nem venham que é imitação ou plágio, a partir disso que eu criei o resto. Como sempre!

2- Por que esse é o Título?
O título já resume como a personagem principal é conhecida, como A filha do Conselho. No prólogo do livro, eu explico toda a situação política do lugar. Era um reino normal, com a família real e a corte, mas alguns fizeram uma revolução e tomaram o poder, formando um conselho. As famílias da corte não deixaram de lutar, mas a família de Caterine foi totalmente dizimada, só sobrou ela que era um bebê. E ela foi adotada e criada pelo conselho.

3- Pode nos explicar melhor a história?
O início já contei. (risos) Passam-se alguns anos e Caterine se torna uma guerreira-viajante, uma pessoa que sai em busca de tesouros, basicamente.
Um dia ela parte em mais de uma das missões, mas com seu primeiro companheiro de viagem: Will.
E assim como o conselho fez, existem aqueles que querem o antigo poder de voltar, Will faz parte deles.
Will e Caterine partem em busca da Espada do Poder Eterno, quem tiver essa espada pode mudar a situação.

4- Verdade que a história é escrita toda em folha solta?
Verdade! Como não tinha um caderno a mão no dia, ficou em folha solta até o final e está assim. Porém, muito bem guardado. E nem sei como não baguncei aqui. Acho que já era tão bagunça e em bagunça consigo me organizar melhor.
Me lembro de quando escrevia e pegava os pedacinhos de folha que ficavam presas na espiral do caderno e acabavam sobrando quando arrancava. Eu pegava elas e colocava na boca, depois cuspia na parede. (risos) Eu sou doente!

5- O final: Você já o imaginava assim ou mudou alguma coisa?
Eu geralmente tenho os finais bem definidos. O final muito difícil de trocar. Eu ia pôr uma situação diferente no meio do livro: Will iria sumir por um ano, sem dar notícia. Mas ele acabou voltando, ficou um tempo e depois sumiu. Sinceramente, acho que foi bom. Deu mais drama ao depois da Caterine e mais emoção no reencontro dos dois.

6- E o lugar onde se passa? É algum lugar real?
Em algum lugar da Europa provavelmente, Ingleterra ou França, não é um lugar definido. Quem sabe não é em Madevile? (risos)

7- E por que a ordem dos desafios para chegar a caverna são o pântano, as areias movediças e a floresta dos sonhos?
Porque eu quis assim. Eu inventei assim e ficou assim. Não tem uma explicação lógica, é coisa de escritor. Ás vezes nem nós sabemos o porquê de algumas coisas nas histórias. Esse caso dos desafios é uma delas.

8- E os nomes? Por que são esses nomes?
Os nomes em A filha do Conselho são meio aleatórios, pelo menos alguns. Aqueles nomes como eu falo: Me vem um nome na cabeça. O primeiro que vem eu coloco.
Até expliquei isso em um vídeo dos Contos Anê.
Will, eu só escolhi no nome dele na metade do livro e pouco depois que ele diz seu nome. Tente imaginar o Will falando "Eu sou nome"? Seria engraçado!
Julie é mais ou menos aleatório. Será o nome da minha futura filha. E ela também uma personagem que surgiu de repente no livro, foi ela quem correspondeu o casal em uma parte do livro.
Outro que tem um bom motivo, se que isso pode ser considerado um BOM MOTIVO. Me refiro ao Eric, escolhi pelo personagem ter olhos marcantes e a pessoa que conheci que tinha essa nome também tinha essa característica.
O resto foi bem no aleatório mesmo. Por alguma sugestão ou por conta de algo que li. Como sabem, sou ótima com escolha de nomes.

9- Haverá alguma continuação? Pelo que sei, o livro acabou bem acabado.
Pois é! O livro terminou com um final definitivo. Não poderia haver uma continuação propriamente dita.
Seria equivalente a um OVA, como eu costumo dizer. Pode ser a história da próxima geração, que seria mais ou menos uma continuação, acho que chamaria de O neto do conselho. (risos)
E o outro de uma guerra que só é citada no final do livro. Isto seria um OVA.

10- Alguém se meteu nessa história?
Não. Ninguém me influenciou e nem na história. Só me sugeriram nomes quando eu pedi. E eu costumo fazer isso bastante.
Sem contar também que eu peço bastante a opinião dos outros. Eu sou muito ligada com esse tipo de coisa.

11- Acha que A filha do Conselho vai ser bem recebido?
Claro que sim! É uma história medieval que tem lutas, perigos e castelos.
Eu acredito na Espada do Poder Eterno e sei que decidirei o destino do reino com puro coração e sabedoria.
E se mesma não acreditar nisso, quem mais vai acreditar?

Espero que tenham gostado! Até a próxima!
Beijos do Kyon!

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