A pequena feminista

sábado, 5 de dezembro de 2015

Apenas de uns tempos para cá que eu passei a me considerar feminista. Porque foi há pouco tempo que eu passei a entender o real significado dessa palavra.
Uns anos atrás cheguei a dizer que era "igualitária", mas o feminismo é praticamente para isso.
E por muitas vezes, durante meus devaneios e epifanias, notei que eu sou feminista praticamente desde sempre. Só que eu fui me dar conta disso só agora mesmo. Depois de burra velha! haha
E vejo que tudo isso foram influências dos programas que eu assistia na infância. Meus favoritos filmes da Disney são, até hoje, Pocahontas.
Sou apaixonada por animes como Sailor Moon, Sakura Card Captors, Sakura Wars, Super Doll Licca-chan... Sabe o que todos eles tem em comum? Meninas com poderes e que fazem as coisas que querem por elas mesmas.
Sempre achei um absurdo quando meus tios ficavam zoando o meu irmão porque ele brincava com as minhas bonecas. O que uma coisa tem a ver com a outra, não é mesmo? Ninguém é ou não homem só porque brinca de boneca, tem muitas outras coisas nessa conta ai e essa brincadeira não conta nela.
Meu primeiro livro conta com protagonistas femininas e são elas quem salvam os meninos.
Eu me indigno de me ver sendo cobrada para fazer os serviços de casa por meus pais e vejo o meu irmão sentado lá no bem e bom. Se ele lava uma louça é uma maravilha, ele é o BEST FILHO. E eu, se eu esquecer uma coisinha que for, ai o mundo vai ser destroçado, porque Anelise não faz NADA.
Como costumo dizer: Machismo tá piscando em neon azul royal. haha
Ele não está ajudando, está fazendo o dever dele. O de manter a casa onde ele mora limpa. Todos tem que fazer isso!
São conceitos que ninguém nunca sentou e falou sobre comigo. Eu sempre o carreguei comigo. Desde pequena, desde que me entendo por mim.
A pequena feminista! :3

1 comentários :

gih disse...

Oi Ane, tudo bem?
Eu sempre fui feminista para MIM. Do tipo: EU posso transar com todos os caras que eu quiser. Mas se a mina lá fizer isso, o que ela é? PUTA. Se a mina apanhar do marido o que ela é? BURRA! Se a mina for traída? IH, NÃO FAZIA AS COISAS DIREITO.
Ok, estou exagerando. E é bem difícil admitir isso. Mas infelizmente era assim. Para algumas coisas, eu aceitava de boa, que as outras meninas fossem como eu. Elas não precisavam cozinhar, casar, passar, ter filhos. Mas se elas escolhem isso, que era diferente do que eu escolhia, elas eram erradas. entendeu? O padrão era eu. Eu era "feminista" se as pessoas seguissem o meu padrão. E isso não significava ter as mesmas escolhas que eu. Significava ser eu. Por que mesmo que outra mina fizesse as mesmas coisas que eu, ela não era eu. Confuso né?
E eu fazia questão de me diferenciar delas. Das vadias, das burras, das mães, das esposas.
E então o tempo passou. E eu vi que todas são como eu. E todas tem direito ao mesmo respeito. E aprendi a amar todas, sem fazer diferença. Defendo qualquer mulher em qualquer situação.
E demorei um pouco para aprender tudo isso. E hoje sei que feminismo é aprender todos os dias, é conversar, trocar ideias, descobrir novos mundos. Entender que existem mulheres depiladas e não. Maquiadas e de cara limpa. Esposas, mães, solteiras, lésbicas, trans, assexuais, empresárias, baixas, altas, magras, gordas, doentes, saudáveis, negras, brancas, mulatas, pobres, ricas.... e todas são minhas irmãs
Beijão