Resenha #9: A Hora da Estrela

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Finalmente voltei com uma resenha aqui no blog. E dessa vez de um livro que eu li lá na época da faculdade de letras, para o meu TCC.
Quem sabe eu não fale melhor sobre como foi fazê-lo um dia desses, caso vocês queiram.
Sei que esse livro já um pouco batido, mas é sempre válido!
Então deixando a sinopse e eu falo na sequência. As usual! :3

Sinopse: A história da nordestina Macabéa é contada passo a passo por seu autor, o escritor Rodrigo S.M. (um alter-ego de Clarice Lispector), de um modo que os leitores acompanhem o seu processo de criação. À medida que mostra esta alagoana, órfã de pai e mãe, criada por uma tia, desprovida de qualquer encanto, incapaz de comunicar-se com os outros, ele conhece um pouco mais sua própria identidade. A descrição do dia-a-dia de Macabéa na cidade do Rio de Janeiro como datilógrafa, o namoro com Olímpico de Jesus, seu relacionamento com o patrão e com a colega Glória e o encontro final com a cartomante estão sempre acompanhados por convites constantes ao leitor para ver com o autor de que matéria é feita a vida de um ser humano.

Lá vou eu falar de um livro de 1977 e que foi o último livro da Clarice Lispector. Ele foi lançado pouco antes dela morrer de câncer (foram nos ovários se não me engano).
O livro é narrado por Rodrigo S.M. (isso tá lá em cima), eu costumo dizer que é um narrador-personagem-onisciente. Porque ele é uma pessoa como nós, conta sobre os seus problemas lá no início do livro e nos conta a história de Macabéa do ponto de vista de alguém de fora e também de um narrador que sabe o que passa dentro o personagem.
Eita maravilha de licença poética fazendo o seu serviço! haha
Macabéa é uma nordestina de 19 anos que se mudou para o Rio de Janeiro em busca de um destino melhor para sua vida. Sempre teve uma vida sofrida e a sua mudança não fez nada de diferente acontecer até agora. Ela trabalha como datilógrafa e seus dias são sempre iguais.
Até que em um belo dia de chuva, alojada em um bar esperando a chuva passar, ela conhece um de "espécie semelhante", também nordestino, Olímpico. E ai, foi amor a primeira vista.
Não demorou muito para que virasse namoro. Mas era bem sem sal, porque eles só saiam juntos.
No decorrer da história, Macabéa fica doente, de Tuberculose, e não sabe mais o que fazer ao descobrir que foi traída por Olímpico. Não me lembro com quem ele traiu.
Enfim, a vida da Macabéa acaba ficando pior. Por recomendação de Glória, a colega de trabalho dela, Macabéa faz uma visita a cartomante. E lá, a a cartomante inflama o ego da pobre Macabéa com esperanças de um futuro muito bom a caminho. Que ela encontrará um homem rico, estrangeiro e com uma Mercedes.
A pobre sai de lá toda feliz e ai acontece a coisa mais irônica dessa história.
Ao atravessar a rua, distraída, Macabéa é atropelada por uma Mercedez. E é neste momento em que o título da obra faz sentido. É apenas nesse momento que ela é notada pelas outras pessoas, que ela recebe a atenção delas. E o mais irônico é isso ser na hora de sua morte!
E isso me fez pensar em uma coisa: Na nossa vida, muitas pessoas nos julgam o tempo todo, mas quando você for, pode ter certeza que eles vão se lembram de você como uma boa pessoa. Isso poder ser visto ao ter a morte alguém famoso. Só prestar atenção.
Na real, podia aqui ficar falando da análise que eu fiz de que Macabéa também seria um reflexo da própria Clarice na obra, justamente por ter algumas características semelhantes entre elas.
A obra é bem curta, menos de cem páginas e é em "uma tacada só". Não tem nenhuma divisão de capítulo, a história é contada sem interrupções.
É um livro que faz parte da literatura nacional e clássica também. Valeu muito a pena ter lido este livro e ter feito um trabalho sobre ele.
Quem nunca leu, separa um tempinho para conhecer.

2 comentários :

gih disse...

Oiii Ane, tudo bem???? Não li nada da autora acredita????? Vergonha, vergonha, vergonha, kkkkk
Mas um dia eu ainda leio, todos falam muito bem :)
E fale sim do seu TCC :)
Um beijão
http://profissao-escritor.blogspot.com.br/

Francine Porfirio disse...

Oi, linda!
Que legal você ter lido esse livro para o seu TCC! Fiquei curiosa sobre o seu tema de pesquisa.
Eu tenho A Hora da Estrela. Ganhei de aniversário, há dois anos, mas não pude lê-lo ainda. Sempre quis ler TUDO da Clarice Lispector, mas não foi possível. Lendo sua opinião, ah, flor… senti que preciso de mais horas no meu dia – e que sejam de leitura! Haha.

Beijos, flor!
http://www.myqueenside.blogspot.com