Olá, pessoal! Como vão? Eu espero que bem!
Cá estou eu hoje, trazendo mais uma postagem desse estilo que só aparece quando vem alguma situação ou polêmica que eu quero falar sobre e não posso perder o "timing".
Nas últimas semanas aconteceu mais uma edição do Encha Seu Kindle, que é um dia em que boa parte dos livros presentes lá na Amazon acaba ficando gratuito ou em promoção.
Realmente é um dia para promover a literatura nacional e os autores independentes; mesmo que algumas editoras participem do evento, sempre foi mais uma coisa da comunidade independente.
Eu por exemplo, participei da edição deste ano e bem, deixo para falar sobre isso na edição desse mês da minha Newsletter - Boletim de Anelândia - porque, como sempre vou levantar uma reflexão sobre isso!
Enfim, acaba que são muitos livros disponíveis e pouco tempo para pegar/comprar todos eles. Alguns acabam pegando mais de 100 ou 200 livros, olhando brevemente as capas, sinopses e as tropes usadas. E claro, a real experiência de um livro é justamente lendo.
Logo depois que o evento acaba, alguns já começam a ler os livros que adquiriram; dentre um dos mais adquiridos deste ano está "O Experimento do Amor".
O livro segue bem a literatura atual, com a questão de uso de capa ilustrada e a forma que a história é divulgada. Muitas pessoas ficaram interessadas, então muitas pessoas foram ler... Ai que começa o problema!
Críticas e mais críticas quanto ao livro começaram a aparecer! Não posso dizer que elas estavam certas ou erradas, pois vai da experiência de cada um e também não li o livro em questão para poder falar alguma coisa!
Acabaram que esses comentários não foram só acerca do livro, do personagens da história... Como tudo na internet, tomou uma escala maior e chegaram a xingar a autora um cadinho.
E nem todo mundo sabe fazer uma critica que separa a obra e o autor. Óbvio que a autora ficou mal e chateada e acabou por se afastar das redes sociais por alguns dias para poder se recuperar do baque grande e da onda de "hate". (Se bem que acho que agora ela já voltou e o livro está mais popular do que nunca, porque todo mundo quer entrar na onda para saber se é isso mesmo que todo mundo está falando da história. Publicidade, mesmo que negativa, ainda é publicidade!)
Depois que eu soube que ela está na casa dos 20 anos e este é seu primeiro livro... Não pude deixar de me colocar no lugar dela, porque no comecinho da minha carreira como publicada também recebia algumas críticas - algumas construtivas e outras não - e como a escrita ainda é algo muito pessoal (e naquela época era mais ainda), acabava que eu ficava super mal e desanimada.
Algumas dessas eram tão pesadas que eu tive vontade de desistir de seguir como escritora ou até apagar a história inteira e fingir que ela nunca existiu. (Foi o DEA e estava há semanas da publicação dele.)
Com muitos anos de terapia, aprendi a não me sentir pessoalmente atacada e a entender que as pessoas têm o direito de falar bem ou mal de algum livro meu (mesmo que por dentro pense que elas estão erradas).
E quando eu vou falar sobre algum livro que eu não gostei, sempre tomo muito cuidado e não acabar levando nada do que eu comento longe demais, para não parecer um ataque ao autor, mas sim apenas a minha singela opinião sobre aquela obra.
Não vejo problema em se fazer algumas criticas construtivas mais pesadas (porque realmente existem umas coisas que a gente lê e só fica "meldels pq a pessoa escreveu isso?", desde que elas sejam feitas de forma a mostrar ao autor pontos a se melhorar e que ele pode editar naquela livro ou aproveitar para a próxima obra que ele for lançar.
Sei que muitas pessoas, principalmente vendo que é livro nacional acabam até relevando algumas coisas, porque sentem que não é correto "pegar pesado". Só que eu, humildemente discordo. Então, alguns livros que são medianos acabam recebendo opiniões que estão acima do que realmente é aquele livro e bem, acaba que as coisas são acobertadas e o autor não se desenvolve.
Digo isso por conhecimento próprio, parte do meu desenvolvimento como autora foi justamente das quantidade de porrada que eu já tomei. Algumas dessas críticas realmente me ajudaram e as pessoas tinham razão no que falavam. Só que, por outro lado, já disseram que eu tinha problema mental, que eu deveria me tratar, que eu escrevia só para mim. Até de infantil já me chamaram porque eu não lidava bem com essas opiniões!
Então, sim, podemos e devemos falar nossas opiniões sobre as histórias nacionais (e as internacionais também) sem ter medo, só realmente tomando um cuidado para ser apenas sobre a história e não ir longe demais colocando o autor nesse pacote.
Quanto digo o "autor no pacote" é fazendo ataques que podem ser entendidos como pessoais, porque a gente não sabe como cada um pode reagir a isso. (Tudo bem que na minha vez ninguém pensou nisso, porém eu sempre tento ser empática com os outros! Talvez isso seja um defeito!)
Sei que é um assunto muito delicado e acho que esse tema não consegue se esgotar em uma simples postagem aqui no blog - quem sabe acabe falando sobre como um autor deve lidar com essas coisas num "Dicas para Escrever".
E ai? Concordam com o que eu falei aqui? Estavam sabem dessa história que citei?
Comentem e vamos interagir!


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